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A mesma tecla batia
A mesma dor doía
Porque não chegou
O momento da cura
Para isso, o tempo
Não tem pressa
A noite estava escura
Meu vestido preso
Naquela tecla nua.
recolher seus segredos e seu saber
olhar de cima, quem mais amo
entender como seu brilho,
sem a ordem do tempo
permanece inalterável num luxuoso
piscar dourado e flutuam sem se importar
com as leis de gravidade; não dormem
e não tem do tempo, a noção.
Lá não há competição, nem exclusão;
tudo tão imutável e não há tédio
A eternidade deve ser alimento
do campo celeste, o sustento.
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